Tá Todo Mundo Mal, o livro da Jout Jout

terça-feira, 12 de julho de 2016 2 comentários


Tá Todo Mundo Mal, escrito por Julia Tolezano (mais conhecida por Jout Jout, youtuber e rainha da coisa toda <3), reúne uma série de textos sobre "nossas" angústias cotidianas.

Faço a minha inclusão, porque, de uma forma ou de outra, percebo um pouco de mim em várias angústias, ou crises, como a própria Jout Jout chama. Deve ser, por isso, todo o sucesso de Julia na internet: possibilitar a identificação com o outro.

Quantas vezes compartilhei um vídeo da Jout com uma amiga, porque era exatamente como me sentia ou pensava sobre alguma situação banal ou não? E, foi a mesma coisa com o livro. Aliás, fiquei bem confusa sem saber se determinada história li no livro ou vi no youtube. Sem falar da capa, né?! hahah


As crises vão desde o medo de ser violentada na rua, passando pela difícil tarefa que era cuidar de um tamagotchi (segundo ela, porque não tive tamagotchi), conflitos éticos na faculdade de jornalismo (oi!), até chegar no medo das críticas e na insegurança (olá!).

Em alguma dessas que citei, Jout Jout fala sobre inventar entrevistas, aspas maravilhosas quando cursava jornalismo. Acho que depois de 4 anos formada posso falar: também inventei uma miniaspa. Lembro que me senti péssima, mas era isso ou minha pauta caia e eu reprovava. hahaha

E a crise do Gregório? Jout disse que o livro quase não saiu, porque ela imaginou Gregório Duvivier lendo e achando o livro meio tosco. Ah, minha gente...quantas vezes não compartilhei posts nas minhas próprias redes sociais, não escrevi textos aqui no blog, porque não queria que conhecidos lessem e achassem meio tosco? hahah

Em outras crises, não vi o menor sentindo, porém devem fazer total sentido para outras centenas de pessoas. Enfim, é um livro escrito de um jeito bem espirituoso. Simples sobre situações, sentimentos, coisas corriqueiras.



Se você ainda não conhece o canal da Jout Jout, fica a indicação e as desculpas por escrever como se todos soubessem quem é Julia. :)
 Beijos, Mari! :)

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O que a interwebs fala? #4 #Intercâmbio

domingo, 3 de julho de 2016 1 Comentário

Não sei  qual a necessidade de colocar duas hashtags no título do post, mas enfim...

Nos últimos meses, acabei falando bastante sobre intercâmbio no blog. É um assunto que amo e sei quão importante é, para as pessoas que estão em fase "pré-embarque", conhecer histórias e experiências de outros intercambistas. Ajuda acalmar os nervos. hahaha

Então, decidi fazer um O que a Interwebs fala? especial de intercâmbio, fazendo um apanhado de tudo que postei sobre o assunto e mais uma entrevista bacaninha que dei para EF.

Fiz intercâmbio de um mês em Vancouver e...

O Fiz intercâmbio de um mês em Vancouver e... foi o primeiro post que fiz sobre o assunto. Tem um apanhado geral sobre o intercâmbio e a cidade.

Como é morar em residência estudantil?

Em Como é morar em residência estudantil?, contei sobre a minha rotina e os pontos positivos e negativos de morar em student house.

Como é morar em casa de família (Inglaterra)?

Convidei a Évelin para falar sobre Como é morar em casa de família? A Évelin morou em Brighton, na Inglaterra, e fez um post bem legal sobre o assunto.

Como é morar em casa de família (Canadá)?

No post Como é morar em casa de família (Canadá)?, minha amiga, Andi, também, contou a experiência dela morando com hostfamily. Ela falou sobre o primeiro contato e o convívio com a família canadense.

Palavra de Intercambista: Vancouver

A EF (empresa de intercâmbio) me convidou para dar minha palavra de intercambista sobre Vancouver, no Canadá. Ficou bem legal a entrevista no blog deles. Contei sobre minhas impressões, meu lugar favorito, dica de restaurante bom e barato e por que recomendo o Canadá <3.



Beijos, Mari! :)
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Playlist: Escreva, Mariana, escreva

segunda-feira, 27 de junho de 2016 4 comentários

 Tinha a intenção de compartilhar uma playlist por mês aqui no blog, mas acabei falhando. Não por descaso ou algo parecido. Mas é que sempre estou escutando as mesmas bandas, as mesmas músicas, e, provavelmente, vocês iriam ouvir sempre as mesmas coisas, não importando a temática da playlist.

Sou bem preguiçosa para buscar novos artistas (para mim), confesso. Embora, me esforce bastante para mudar isso. Tanto que estou aqui compartilhando uma playlist colaborativa, em que vocês vão poder me indicar músicas. õ/

Também, não é só por isso. Tenho andado bastante atarefada nos últimos dias. E vou ficar nessa correria por, pelo menos, três meses. Escrevendo e escrevendo, quase sem parar. Não, não estou escrevendo um livro haha (ainda). É só um job que apareceu. ;)

A questão é que gosto de produzir ouvindo música (funciona pra mim, e para vocês?). E, pelos meus cálculos, vão faltar canções o.O. Eu poderia dar o play em qualquer playlist no spotify, mas não seria tão legal quanto uma lista nossa. Então, fica aqui o apelo: me deem indicações! :)



Intercâmbio: Como é morar em casa de família? #2

domingo, 19 de junho de 2016 7 comentários
Post passado a Évelin contou sobre a experiência dela morando em casa de família em Brighton, na Inglaterra. Agora é a vez da Andiara. A Andi é uma amiga que conheci logo na minha chegada ao Canadá. Ela é de Porto Alegre-RS e formada em Relações Públicas pela UFRGS. Enjoy o relato dela. ;)



Por que host family?


Diferentemente da Mari, fiquei hospedada em casa de família. Era a opção mais em conta e achei que seria positivo para mim, já que, antes de ir ao Canadá, tive que desistir de um intercâmbio de trabalho nos Estados Unidos. Uma amiga da faculdade que já tinha feito intercâmbio em Vancouver e ficou em casa de família foi, indiretamente, influência para eu tomar essa decisão.

Antes do embarque


Eu, a Mari e a Évelin (minha amiga que ficou numa homestay na Inglaterra) viajamos pela mesma agência, então o procedimento provavelmente foi bem parecido para nós. Assim como a Évi, recebi perguntas mais específicas sobre restrições alimentares, alergias, convívio com crianças e animais. Algumas semanas antes da viagem, eu estava bastante ansiosa para ter mais informações precisas e, quando finalmente recebi o perfil da família, endereço e outros dados, fiquei nervosa e eufórica ao mesmo tempo. Hahahaha

Minha família é/era filipina: mãe, pai e um casal de filhos adolescentes (na época). Encontrei perfis deles no Facebook e tentei fazer algum contato, mas no começo não tive resposta. Levei presentes: chocolates de marcas brasileiras, um livro com fotos de Porto Alegre, minha cidade natal, um CD com algumas das minhas músicas brasileiras preferidas e um ímã de geladeira com um casal de bonequinhos pilchados, ou seja, vestidos com as roupas típicas da cultura gaúcha.

Primeiro contato


Na chegada ao aeroporto de Vancouver, eu e outros 3 amigos nossos (meus e da Mari) acompanhamos um homem que faria o transfer para nós - esse serviço é contratado na agência de intercâmbio. Embarcamos com as malas na van e o tal homem levou cada um de nós para sua respectiva casa. Fui a segunda a ser "liberada" e estava meio tensa, não vou mentir...

Logo essa tensão passou, felizmente! Eu não sabia, mas chegando à minha casa descobri que outros estudantes moravam nela e morariam comigo: dois sul-coreanos, duas sul-coreanas e uma japonesa, que voltaria ao Japão no mesmo dia em que cheguei. Apesar de eles estarem sentidos com a amiga que iria embora do Canadá, fui muito bem recebida com sushi e muitas perguntas pela turma. 

Os orientais realmente são educadíssimos: apenas algumas horas depois que cheguei, eles me convidaram e fomos todos a um mercado oriental perto de casa, para que eu fizesse algumas compras, conhecesse um pouco da rua, me familiarizasse com o ônibus (e o cartão, muito útil). Também teve um jantar de despedida/recepção, com comidas sul-coreanas e, de sobremesa, negrinho de panela (brigadeiro, fora do Rio Grande do Sul, hehehe) com o leite condensado que levei na mala.

Convívio com a host family


Aos poucos, fui conversando mais com mãe e filha - não tenho certeza se o filho era autista, mas ele ficava mais quietinho, na dele, e o pai era carregador, trabalhava muito e praticamente o dia inteiro. Minha mãe filipina já sabia que eu teria muitas atividades programadas pela agência, mas sempre procurei fazer tudo conforme as regras e, no caso de surgir qualquer dúvida, ela estava disponível (please let me know foi uma frase que me acostumei a ouvir). 

Algumas vezes na semana, eu jantava ou almoçava fora com meus amigos da escola ou ia a festas, mas sempre perguntava à minha mãe filipina se o fato de eu voltar tarde era ok para ela, e não tive nenhum problema. Claro, eu deveria seguir as regras diárias da casa: não andar pela casa com os mesmos calçados de andar na rua, não fazer barulho/bagunça... Se, por algum motivo, sair à noite não fosse algo "do agrado" da família, eu respeitaria e procuraria outras opções. Considero que estar numa família que deu liberdade a 5 jovens adultos estrangeiros (como minha própria mom dizia) e abriu espaço ao diálogo foi bem importante pra minha experiência.

Além disso, minha mom cozinhava, normalmente comidas orientais. Tive problemas com a pimenta (muito, muito forte) e - muito fofo e querido da parte deles - família e colegas sul-coreanos faziam versões not spicy (não apimentada) da comida pra mim, e eram ótimas! Mesmo quando tinha algo marcado, comia um pouco da comida caseira antes de sair, eu me sentia mal e achava falta de consideração não fazer isso. Também era a mãe que preparava sanduíches pro nosso almoço na escola, cada um com seu nome (eu prefiro ser chamada pelo meu apelido, Andi, e virei Andy para eles, bem rapidinho. Hehehe)


Tarefas de Casa


Nem eu nem os sul-coreanos tínhamos tarefas de casa como varrer, limpar janelas, etc, mas acho que o bom senso de manter as áreas comuns organizadas e limpas era o que predominava. As roupas ficavam a cargo da mom e isso não me incomodava, mas algumas peças eu preferia lavar no banho e secar no closet. Era uma casa grande, de dois andares, duas salas, duas cozinhas, vários quartos... A área dos estudantes era o "primeiro piso", com entrada pelos fundos, já o andar superior da casa era para algumas ocasiões. Cada estudante tinha o seu quarto com banheiro e closet e a questão do espaço era respeitada. Nunca soube de alguém entrar ou mexer nos pertences sem permissão, mas eu preferia guardar na mala alguns objetos (a porta do quarto podia ser trancada por fora, só que a tranca era direto na porta, sem chave, e não me dava bem com a fechadura, embora sempre tentasse).

Cada um de nós também tinha a sua chave de casa e seguia seu caminho, pois estudávamos em escolas diferentes. O café de manhã, tirando algumas comidas, era praticamente igual ao que já faço em casa (comer/beber em pé e/ou ajeitando as coisas), já que não tenho o hábito diário de sentar à mesa e tomar café com família e/ou amigos, Com o pessoal da Coreia do Sul, era parecido, cada um tinha seu horário e era difícil nos encontrarmos para trocar um bom dia, então, não encontrei resistências. Assim como eu, eles usavam duas conduções para chegar à escola (eu, 2 ônibus; eles, um ônibus e metrô), mas acredito que eles ficavam mais tempo em casa, vendo filmes coreanos e programas de tv canadenses - participei assistindo a um pouco disso tudo e dividindo a compra de muitos doces e bebidas (importante: se 2 amigos ou amigas entram juntos na loja para comprar bebida alcoólica em Vancouver, só é possível comprar se ambos apresentarem passaporte e tiverem idade mínima (19 anos), mesmo que só uma das pessoas pague). 

Vale a pena?


Eu recomendo muito a experiência de ficar em casa de família, mas acredito que ela funciona mais se o estudante viaja de coração aberto e está disposto a respeitar e conviver com o que é diferente. Jogo de cintura se faz necessário em várias situações e não posso falar por todas as famílias, mas só tive boas impressões da que me acolheu. Nosso convívio não era como o de famílias mais tradicionais, de almoçar ou jantar (às 18h, no caso de Vancouver) todos os dias, mas pude conhecer um pouco deles e eles de mim, falando sobre minha vida, família e costumes no Brasil. Eu, que raramente via o meu dad, ganhei camisetas de presente e uma carona dele até o metrô para seguir viagem ao aeroporto - mas o que trouxe dessa experiência foi muito maior e, sem demagogias, é para sempre mesmo.



Mari voltando ao post. :) Eu, a Andi e Évelin contamos algumas de nossas histórias de intercâmbio, agora, deixa nos comentários a sua! Vou adorar ler. E se tiver mais alguma sugestão de post deixa nos comentários aí também! <3

Beijos, Mari! :)
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